quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A morte de um sonho ou de um sonhador

Eu escrevi sobre você em um trem
Eu escrevi sobre você em um avião
Eu escrevi sobre você em um pedaço de papel
E também escrevi com o telefone na mão

Eu sonhei com você em um trem
Eu sonhei com você em um avião
Eu sonhei com você na minha vida
E acordei com você no meu coração

Mas agora você foi embora
E eu desaprendi a sonhar
Perdido ando pelas noites, vazio
Esperando dormir e nunca mais acordar

E então quem sabe um dia
Em meus sonhos outra vez te encontrar

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Nas salas da vida

Por 1115 vezes nós conversamos
Por 1103 vezes nos desejamos
Por 901 vezes nos divertimos e nos partilhamos
Por 904 vezes ignoramos os sentimentos
Por 601 vezes saimos tarde mas querendo outro momento.

Por incontaveis vezes espero recriar histórias para nossas salas. 

sábado, 27 de junho de 2015

Próxima Parada

Somos pequenas estações por onde as pessoas passam mas cada vez mais, menos pessoas ficam, mas não acho que o problema seja exatamente o terminal, os passageiros é que se tornaram passageiros, e o trem que passa por nós, o faz a cada dia com menos delicadeza, trazendo-nos agora muito mais partidas do que chegadas. E não há como saber se o trem dos que partem é o certo ou se um dia haverá um regresso, pois no trem da vida não há um destino certo e quem regressa nunca é o mesmo que se foi. E nessa curta viagem nossa única certeza é a incerteza, e a nossa esperança será sempre a próxima parada.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Momento

- Não, não é a mim que você teme!
O que você teme é o que está dentro de você
Sua rejeição a mim é apenas um reflexo disso!

Os olhos se fecharam e o suspiro veio da alma.
A verdade fora dita, mas isso não tornava as coisas mais fáceis.
Não havia uma resposta, não naquele momento e talvez nunca houvesse.

Ele foi embora
Ela não estava pronta
Ele a tinha encontrado! A tal pessoa certa de que todos tanto falam.
Mas ele sabia,
E que ironia eu diria.
Ele encontrou a pessoa certa, no momento errado.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Entre olhares e memórias

Não costumo deixar pessoas entrarem, mas deixei você
E agora, não te vejo mais
E não sei se um dia te vi ou se só tive amostras de você
Pequenas e viciantes amostras que você logo me tirou
E hoje eu que tento te tirar de mim
Mas se livrar de um vício nunca é fácil
Abstinência nunca é fácil
E Você me tirou meu vício
Você me tirou você
Me tirou de onde nunca estive
Você me tirou de você
Mas se esqueceu dentro de mim

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pedaços

Hoje eu perdi parte de você
Mas como perdi algo que nunca tive?
Não sei, só sei que perdi.
Você não estava mais lá
Meu peito bateu mais forte e continuei te procurando
De forma inútil, você não estava mais lá.
E por um momento eu entendi que não tinha perdido só você.
Eu perdi parte de mim, parte dos meus sonhos, da minha esperança
Eu perdi a minha parte que estava com você.
Você se foi.
Não me deixou imagens, não me deixou mensagens, apenas me deixou.
Vazio e ao mesmo tempo tão cheio de porquês.
E então eu me lembro que não se pode deixar alguém com quem de fato nunca se esteve.
Doeu.
Respiro e tento guardar comigo o pedacinho de você que ainda existe em mim
Como espero que tenha guardado o pedaço de mim que me levou.
Mas como tudo que fica guardado muito tempo,
Um dia a gente esquece.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Lanterna dos Afogados


Era só mais um dia qualquer.

Ele distraído como sempre não reparou que o Mar tinha chegado as montanhas, mas o mar, irreverente, sempre se faz notar.

Foi chegando de mansinho e lhe mostrou que também tinha suas ondas. E por uma dessas ondas Ele se deixou levar. Não era um bom surfista, mas melhor assim, nunca fora uma pessoa de superfícies.
Na ausência de todos, visitaram o céu, que naquele instante era só deles. E como que por capricho, na presença do Mar, o céu mudou sua cor, como se o azul fosse uma exclusividade marítima.

Se era cedo, ou tarde, já nem sei, mas Ele se deitou, o Mar lhe acompanhava, e naquele momento o dia pra eles foi noite.
O Mar adormeceu primeiro e naquele sono tranquilo resplandeceu toda sua beleza. Ele tentou se afastar, mas de certo sem muito esforço, afinal não era o que queria, e de qualquer maneira, o Mar não lhe permitiu.

Acordaram unidos, como um velho casal. O Mar porém era inconstante, e logo as ondas se foram. Em pouco tempo Ele também se foi, mas era tarde de mais, já tinha se afogado.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Abraço do Mar

Sentou-se na areia, olhava fixamente o mar.
O reflexo das águas se confundia na cor de seus olhos úmidos.
Suas pequenas lágrimas levadas pelo vento tornavam-se parte daquela imensidão que era quase tão grande quanto sua dor.
O Mar, como um velho amigo, convidava.
Aceitou seu convite e seguindo os passos de Alfonsina deixou-se levar.
Recebeu o abraço frio das águas, que como tantos outros, dissimulava amizade.
Entregou-se de Corpo e Alma.
Jamais voltaria a se preocupar por seus olhos úmidos.
Corpos úmidos não se preocupam!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Consumo Proibido

Naquele momento em que se abraçaram ele percebeu que a possuía. Ela o amava e os dois já não se importavam quanto ao amor proibido. Ela era dele, ele era dela, só isso importava, nada mais.
Naquele abraço, naquele pouso sobre a mesa onde ele a recostou e se acomodou entre suas pernas de maneira provocativa. Os dois cedendo a tentação, os dois querendo a tentação. Se consumiram, até que virassem chamas. E das chamas, cinzas. E das cinzas, nada.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Final Feliz

- Eu gostaria de dizer que tudo vai melhorar, que daqui pra frente vai ser mais fácil, que pode ser diferente... mas eu não costumo falar coisas nas quais eu não acredito.
       Ela levantou os olhos e por um momento a imensidão dos olhos dele abraçou-a e refletiu-se em seus próprios olhos e os dois se perderam. A vida não era justa e o amor tampouco.
Já não haviam mais palavras a serem ditas e ao mesmo tempo havia tanto a se dizer.
       Ele abaixou os olhos, já não queria suportar a imensidão e o vazio, não existia mais dor, não existia mais nada. Era apenas o fim, um fim sem recomeço, um fim sem final feliz...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma Vida Morna

E a vida continua, normal como sempre mas não por culpa própria. Seu personagem principal é que se tornou morno e acabou por torna-la desinteressante.
E ela grita, berra e se debate tentando mostrar sua vivacidade, tentando fazê-lo viver!
Mas ele, não vive. Apenas mantem-se vivo e isso paradoxalmente os mata.
Até que dessa vida morna reste apenas seu corpo frio.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eu posso ser...


Eu posso ser um amor se você me agradar
Eu posso ser um horror se de você desgostar
Eu posso ser um ardor se você provocar
Eu posso ser um ator se você representar
Eu posso ser um temor quando contigo brigar
Eu posso ser um licor e a você embriagar
Eu posso ser um tumor se você me magoar
Eu posso ser um primor pra você admirar
Eu posso ser um rancor se de você me afastar
Eu posso ser um pecador se de você me aproximar
Eu posso ser um sedutor se você souber me olhar
Eu posso ser um professor e a você ensinar
Eu posso ser um simples senhor se de você eu cansar
Eu posso ser um grande autor só pra você me aclamar
Eu posso ser um sonhador e nos meus sonhos te amar!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As Vezes Penso!

As vezes eu penso em quantas coisas acontecem ao meu redor e eu não vejo, não sinto, não percebo. Quantas pessoas passaram por mim? Quantos sorrisos eu deixei de ver? Quantos olhares eu não percebi? Quanto afeto eu deixei de ter? Quantos sorrisos meus não foram vistos? Quantos olhares intensos não foram sentidos? Quanto afeto e carinho não foram percebidos? Quantos sentimentos nós deixamos perdidos? Como a falta de percepção nos deixa tão abatidos? Quanto tempo falta para que tudo volte a fazer sentido? Quanto tempo falta pra você ver o que passou despercebido? Que não seja tarde de mais para recuperar o tempo perdido.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Livro Aberto

          Sou um livro aberto, escrito com tinta invisível. E assim me preservo, a mim e aos meus, pois não é qualquer um que me lê.
          Para os que não me convencem e para os que não me importo, sou apenas uma capa dura e desinteressante que esconde o total vazio de suas páginas em branco, sem conteúdo.
          Para os que me cativam, sou a mais interessante das histórias, do tipo que te faz rir e chorar, que te faz viver através do simples ato de ler.
          A esses que tem olhos para o invisível, apenas a esses, dou-lhes o direito de me escrever a medida que necessitem.
           E aos poucos o número de páginas cresce, páginas totalmente preenchidas pela brancura da tinta invisível, onde cada um só lê a própria história que faz parte da minha história.
           E talvez por isso os que desfrutam de minhas páginas se sentem tão a vontade. Porque sou um livro aberto, com histórias fechadas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meios Sorrisos


A cada meio sorriso, me sinto cansado, esconder ou forçar sentimentos tem ficado mais difícil e meus meio sorrisos ineficazes. Não para os outros que nunca os perceberam, mas para mim. Meus meio sorrisos já não me satisfazem como antes, ou na verdade nunca chegaram me satisfazer, não sei. Só sei que agora isso me cansa.

Cada meio sorriso me protegeu, seja de alguém, de situações, de perguntas, ou momentos vazios. Mas cada meio sorriso também me impediu de viver, de arriscar e por medo de perder me impediu de ganhar. Mas me apeguei a eles não tem como não se apegar, eram a saída mais fácil para todas as situações vazias, e na verdade ainda são!

Poucas pessoas percebem meus meio sorrisos, na verdade acho que ninguém nunca percebeu, para grande maioria se você esta sorrindo é porque esta tudo bem e não ha o que questionar. E entre meios sorrisos vou vendo meias pessoas que só veem metade de mim, e para grande maioria é suficiente ou comodo que seja assim. São poucos os que veem ou me fazem sorrir por completo, mas hoje sei que são esses poucos os que eu quero por perto!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

...


Amigo
O melhor dos títulos e
A pior das condenações!


Vai entender!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Eu Estarei com Você

Quando você precisar de um empurrãozinho
Estarei bem atrás de você

Se ainda assim você não conseguir andar
Pegarei em suas mãos e lhe ajudarei a caminhar

E se mesmo assim sua perna não se mover
Te emprestarei as minhas e toda força do meu ser

E se durante o caminho você se perder
Grite meu nome que você vai me ver

E se nessa estrada escura o caminho se apagar
Escute minha voz que ela vai lhe guiar

E se por algum instante a solidão apertar
Pense em mim de novo e a seu lado vou estar

E quando chegar a hora de você desabafar
Estarei quieto a seu lado e lhe ouvirei sem reclamar

E quando o coração se exaurir e sua lágrima secar
Te envolverei em meus braços pra sua força renovar

E se ainda assim você não conseguir
Olharei em seus olhos e te farei sorrir

E estarei a seu lado sem te deixar desistir
E assim juntos seguiremos até você conseguir.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Frio

Estou com frio, mas não um frio normal.
É um frio na alma,
Que ilude e acalma.
É um frio que arrepia,
Mesmo ao sol do meio-dia.
É um frio que não passa,
E quando chega traz desgraça.
É um frio que arrebenta,
E que coração nenhum aguenta.
É o frio de um querer,
Que no fim me faz sofrer.
É o frio de chorar,
Até a lágrima secar.
É um frio que de tão frio se foi,
E me deixou vazio.
E já não há mais frio,
Nem vazio
Não há nada!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Difícil

É difícil sentir
É difícil pensar
É difícil amar
É difícil tentar
Sem à alguém machucar!

É difícil partir
É difícil expressar
É difícil chorar
Sem a alma penar!

É difícil ouvir
É difícil ligar
É difícil falar
Sem a ninguém magoar!

É difícil cair
É difícil morrer
É difícil de ser
É difícil viver
Sem um algo pra crer!

P.s

P.s - Os poemas não estão em ordem de produção, nem data, nem ordem nenhuma, portanto não se preocupem, estou bem! Nada disso é mtu recente!